RSU’s é a abreviatura de resíduos sólidos urbanos, vulgarmente denominados como lixo urbano e resulta directamente da actividade humana, com especial incidência nos centros urbanos. A sua composição varia de população para população, dependendo das condições e hábitos de vida de cada um, densidade populacional, das infraestruturas urbanas disponíveis e do nível de vida da população.

Em Portugal, a principal legislação que regula esta matéria é:

   - Decreto-Lei n.º 73/2011, de 17 de Junho
   - Portaria 851/2009, de 7 de Agosto
   - Decisão 2014/955/EU
   - Portaria n.º 145/2017, de 26 de Abril

Podemos classificar os resíduos sólidos urbanos nas seguintes categorias:

   - Matéria orgânica: Restos de comida, resíduos verdes,…;
   - Papel e cartão: Jornais, revistas, caixas,…;
   - Plástico: Garrafas, garrafões, frascos, boiões,...;
   - Vidro: Garrafas, frascos, copos,…;
   - Metais: Latas, utensílios,…;

Outros materiais: Roupas, óleos de cozinha, electrodomésticos,….

Existe ainda outra categoria de resíduos que “habita” o lixo das cidades, e que por serem considerados tóxicos necessitam de um destino especial para que não contaminem o ambiente. Estamos a falar de aerossóis vazios, pilhas, baterias, lâmpadas fluorescentes, óleo de motor, restos de medicamentos e outros.

Dados do Instituto Nacional de Estatística de 2015 indicam-nos que cada Português produziu 464 quilogramas de lixo nesse ano, ou seja, uma média de 1,27 quilogramas por dia. Se considerarmos uma pequena cidade de 20.000 habitantes, a produção diária de dias ronda as 25 toneladas.

A recolha de resíduos urbanos pode ser indiferenciada ou seletiva. Sendo indiferenciada quando não existe nenhum tipo de separação na recolha e selectiva quando os resíduos são recolhidos já com os seus componentes separados de acordo com o tipo de resíduo e destino para o qual deverão ser enviados.

 

Geralmente, após a recolha, os RSU’s são encaminhados para 3 destinos de tratamento:


  • Aterro – instalação de eliminação de resíduos por deposição acima ou abaixo da superfície natural, composto por barreiras de proteção do solo e das águas e com sistemas de controlo de emissões. Toda a área dedicada à deposição dos resíduos encontra-se impermeabilizada, de modo a que não haja infiltrações de contaminantes no solo;

  • Unidade de incineração – instalação dedicada à combustão controlada de resíduos em fornos, recorrendo a temperaturas muito elevadas e com recuperação de energia;

  • Unidade de tratamento mecânico e biológico – instalação que combina processos de triagem com tratamento biológico de resíduos, tais como compostagem ou digestão anaeróbica.

Alguns resíduos sólidos urbanos são altamente perigosos para o ambiente, podendo causar a contaminação do solo no local de deposição ou até mesmo de vastas áreas, caso entrem em contacto com um curso de água ou com um lençol freático, que, a ocorrer, obriga a uma intervenção de Remediação de Solos e Águas Subterrâneas.

Como exemplos destes resíduos, pode-se citar as pilhas, baterias, lâmpadas fluorescentes e equipamentos eléctricos e electrónicos fora de uso que na sua composição contém compostos químicos com elevada capacidade de contaminação e que apresentam toxicidade para os organismos vivos, incluindo os seres humanos.

Estes resíduos perigosos requerem a implementação de um sistema de recolha, classificação, acondicionamento, armazenamento e encaminhamento adequado, que comercialmente se designa por serviço de Gestão Global Resíduos.

Dentro dos serviços fornecidos pela ECOPATROL, incluem-se a Gestão de Plataformas de Triagem e a Gestão Global de Resíduos.

 

Como reduzir a produção de resíduos?

Diariamente, dentro das nossas casas são produzidas muitas toneladas de resíduos orgânicos e de embalagens. Através de algumas ações simples podemos minimizar a produção de lixo:


  • Separe os materiais recicláveis dos orgânicos (facilita o trabalho das unidades de triagem e reduz a deposição de resíduos em aterro);

  • Evite o desperdício de alimentos;

  • Reaproveite sobras ou cascas para fazer pratos diferentes;

  • Faça compostagem doméstica;

  • Despejo o lixo não orgânico de modo consciente e utilize os ecopontos adequadamente.

 


 Fonte da estatística
https://www.dn.pt/sociedade/interior/cada-portugues-produziu-464-quilos-de-lixo-em-2015-5564948.html